Criar um ambiente que seja um canal intuitivo é o desejo-convite do Arte da Alma, um espaço que tem por objetivo ser o portfólio do meu trabalho de criação de mandalas, máscaras, talismãs e de outras peças gráficas.
Mas, misteriosamente, o espaço foi derrubando minhas resistências
e me deixando atraída pela idéia de também deixar que
eus meus fossem aparecendo, tornando tanto mais inquietante esta exposição
quanto mais prazerosa. Na vibração com Cecília Meireles
encontrei na Canção do Caminho a exata sensação
de como ele, o espaço, se me agregou:
"Por aqui vou sem programa, sem rumo,
sem nenhum itinerário.
Minha canção vai comigo. Vai doce.
Tão sereno é seu compasso (isto são coisas que digo,
que invento, para achar a vida boa... A canção que vai comigo
é a forma de esquecimento do sonho sonhado à toa...)"
E de mais uma licença que peço a Cecília Meireles para
vibrar no seu caminho, aproveito para parafrasear:
Aqui tem coisas que faço
e que digo, que invento,
para achar a vida boa...
a doce canção que vai comigo.
Acrescentando canções de grandes mestres, pedaços
meus, imagens do meu adorável cão Bamboo (e em breve de sua
companheira Issa), posso afirmar que não, não é um
portfólio apenas, é um momento e um encontro com percepções
diversas, algumas vezes incomuns e sutis.
Monica Facó
Última atualização:
01-fev-2010

